domingo, 30 de agosto de 2015

Dançando com cadáveres

Boa noite, pessoas! Olha quem voltou com mais um conto...
Depois de terminar de escrever este conto, eu achei que tinha algumas coisas meio pesadas e deu uma reformulada bem pequena. O resultado é o que vocês lerão abaixo. Espero que gostem desse meu conto de retorno! aeHOOOOOOOOOOO


Boa leitura!


O cheiro, a textura e o sabor do sangue humano são coisas maravilhosas... vocês não concordam?





Respirei o mais fundo que pude. Tudo o que eu mais queria era absorver aquele cheiro. Torná-lo parte de mim. Ah, que delícia! O cheiro de sangue é maravilhoso. Se eu pudesse, o usaria como perfume, mas provavelmente seria pego por aqueles caras, sabe? Os policiais... há! Não que eu tenha algo contra o trabalho deles... concordo que algumas pessoas não mereçam circular por aí. Mas eu?! Eu sou diferente deles! Desses vermes que merecem aquele lugar sujo chamado de prisão! Eu sou um mago! Magnânimo! Sou um artista! Um DEUS! Intocável...
Minhas mãos estavam lambuzadas com esse maravilhoso líquido, o sangue. Passei as mãos pelo rosto, fechei os olhos e respirei mais fundo, sentindo aquele aroma. Minhas roupas estavam ensopadas, assim como meus sapatos e o chão em que pisava. Passei minha língua pela palma de minhas mãos. Ah! Que sabor delicioso! Sinto arrepios de excitação! Me tremo todo e antes que possa segurar, acidentei minhas calças. Uma pena. Depois desse momento maravilhoso tudo vai embora em um jorro. Suspiro e olho para o meu mais recente trabalho. Ele era um homem... pelo menos, antes de eu torna-lo um amontoado de carne. Um sorriso ilumina meu rosto e começo a rir me lembrando de cada momento que tive com minha presa.
Tenho que ser cuidadoso, sabe? Não quero ser pego. Pesquiso cada presa por pelo menos um mês. Se for necessário, gasto um pouco mais de tempo. Vale cada minuto da diversão esperar tanto. Torna as coisas mais interessantes quando o momento chega. A excitação percorre cada centímetro do meu corpo como um raio, eu me sinto eufórico.
Não pense que eu sou doente. Eu não sou! Só sinto um apresso maior por essa arte de dissecar, explorar cada pedaço do corpo humano, me deliciar com o terror e as lágrimas de minhas presas, e, principalmente, apreciar o sangue. O cheiro, a textura, o sabor! TUDO!
Eu segui essa presa em particular por quase dois meses. Não foi a presa mais difícil de conseguir, mas o tempo que perdi valeu a pena! Ele era um professor de colégio. Do primário. Onde já se viu isso? Ele era meio magrelo e muito jovem, usava óculos de armação redonda e as lentes eram enormes! Demorei, pois foi difícil de acha-lo sozinho. Estava sempre acompanhado das mães dos alunos, ou de outros professores. As vezes com a irmã ou namorada. Nunca sozinho. Irritante. Mas aquela noite que passei com ele...
Finalmente o peguei sozinho em casa. Os pais foram viajar e a irmã saíra com o namorado. Provavelmente não voltaria para casa e ele sabia disso. Entrar na casa foi fácil. Arrombar janelas e portas se tornou minha especialidade. Ele nem me ouviu entrar e me esgueirar por trás dele. Estava distraído no computador jogando algum jogo idiota online. Torci para que não estivesse falando com amigos, mas graças aos céus, estava só. Dominá-lo também foi fácil. Eu sou um homem grande e musculoso, sei pelo menos três artes marciais diferentes. E cá entre nós, o moleque era ridiculamente fraco, magro e pequeno comparado a mim. São as presas que eu mais gosto. Não por serem fáceis de subjugar, mas porque choram e imploram com mais vontade e isso me excita.
O levei para meu local favorito. Tenho umas cinco casas espalhadas de forma estratégica com aparência de abandonadas, mas muito bem protegidas e afastadas. Eu o larguei bem no meio do meu salão totalmente preparado para minha diversão. Obviamente sem janelas. Tinha uma cama de ferro, daquelas que você vê em casas de necrotério, totalmente equipada com tiras de couro e correntes para prender minhas presas. Tinha mais correntes pendendo do teto e algumas no chão perto de postes que sustentavam a casa. Havia um único armário no local, trancado com sete cadeados de senha e mais dois à chave. Era um armário bem grande de madeira maciça e revestido com aço pelo lado de dentro. Feito sob encomenda. Dentro dele: todos os meus “brinquedos”, ou seja, meus materiais de tortura.
O garoto demorou bastante para morrer. Me diverti com ele por horas! Ele chorava cada vez mais e implorava. Até eu arrancar-lhe a língua e come-la bem na sua frente. Depois disso ele entrou em choque, daí precisei finalizá-lo. Depois de picotá-lo todo, comer o que me interessava, afinal, estava morrendo de fome, e guardar meus brinquedos, estava na hora de me livrar do resto. Não gosto de ficar guardando carne. Estraga rápido demais e me pegar fica mais fácil. Além do mais, eu prefiro o sangue.
Diluí tudo em ácido e joguei na foça da casa. Claro, a foça foi toda modificada por mim para evitar cheiro, corrosão e quaisquer outros problemas que venham a ocorrer. Como já disse antes, sou muito cuidadoso.

*****

- Querido, acorde, vai se atrasar para o trabalho.
Minha esposa me acordou pela manhã com toda a calma do mundo. Ela não sabe das minhas diversões. Apenas acha que eu tenho um “trabalho” extra para fazer e não faz perguntas quando digo que tenho e ficar fora por uma noite ou duas. Ela é um amor, mas é muito burra. Escolhi muito bem.
Tomei café da manhã com meus queridos filhos, beijei minha esposa na testa com um largo sorriso amoroso e fui trabalhar. A justiça precisava de mim. E a justiça nunca espera. Afinal, eu sou um justiceiro também, não é? Sou um promotor reconhecido e admirado. É bom que ninguém descubra das minhas diversões secretas, sabe? Afinal... não quero ser pego...

2 comentários:

  1. Olá Kai

    Eu fico feliz que você tenha voltado a blogosfera.

    Um forte abraço e muito sucesso =)

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    1. Obrigada Pedro!
      Espero continuar por bastante tempo! =D

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